sexta-feira, 6 de maio de 2016

Caraíva e Trancoso

Sul da Bahia

Em nossas últimas férias decidimos ir para o Sul da Bahia.
Os destinos escolhidos foram Caraíva, um lugar mais rústico e menos conhecido, e Trancoso, mais turístico e conhecido.

Viajamos no final de abril que é considerado baixa temporada. A vantagem é que as praias estão incrivelmente vazias e há melhor negociação de preços (bugs, barcos, etc). A desvantagem é se deparar com alguns restaurantes e atrações fechadas, o que para quem gosta de agito pode ser uma frustração (o que não foi o meu caso! rs).

Nessa época também o calor não é insuportável e pode chover. Não pegamos nenhum dia de chuva, muita sorte mesmo! Escurece por volta das 17h30- 18h00, portanto se quiser aproveitar, tem que ser no esquema dormir e acordar cedo.

Em nossas viagens, sempre tentamos mesclar lugares e tentar desbravar ao máximo tudo o que há de interessante naquela região.
A primeira parada foi em Caraíva, uma vila super peculiar, onde não entra carro, não há asfalto nem calçada. Para andar, pé na areia mesmo!  O clima é hippie-chique, ao som de MPB, bossa-nova, surf-music. 

Eu particularmente achei um pedaço do paraíso. Ficamos lá 4 dias e depois partimos para ficar mais 3 em Trancoso, um rústico-sofisticado também encantador.  Realmente fomos muito felizes na escolha.

CARAÍVA

Como chegamos: pegamos um vôo até Porto Seguro e depois um táxi até Caraíva (2,5 horas) que nos deixou na beira do Rio Caraíva. Depois atravessamos de canoa (isso mesmo, canoa, por isso não exagere na mala). Apesar de a vila ser pequena, quando a pousada é distante do rio, é necessário contar com a ajuda de mulas e cavalos, que por R$ 20,00 levam toda a bagagem até o local de hospedagem. Não foi o nosso caso, pois a pousada ficava a 5 minutos a pé do rio.

Indicações de taxi:  usamos e aprovamos os dois, muito simpáticos e honestos
Jonguinha: 73- 99636193
Nandi: 73- 99920281
Valores: Porto Seguro->Caraíva: R$ 270 // Caraíva->Trancoso: R$ 200 // Trancoso->Porto Seguro: R$ 180,00

Onde ficamos:  há vários opções, das mais simples, as mais arrumadinhas. Nós ficamos na Pousada Casinhas da Bahia, uma ótima relação custo X benefício . Lembrando que apesar de o lugar ser rústico, os valores não são baixos e isso também vale para os restaurantes.

Vista o rio Caraíva

Igrejinha de Caraíva

Dia 1

Dia/Tarde: ficamos no restaurante Coco Brasil, que possui espreguiçadeiras e quiosques de frente para o mar, com música e comida boas. Não tem taxa de cadeira, só paga o que consumir. Lá comemos um delicioso penne com peixe e trio de brigadeiro.

Noite: comemos pizza no Bar do Porto, a luz de velas, com delicioso som ao vivo de voz, violão e percussão. Tentamos esperar até meia-noite o início do forró do Pelé (que se alterna com o forró Ouriço), mas o cansaço nos levou de volta para a pousada.

Trio de brigadeiros do Coco Brasil

Dia 2

Dia/Tarde: fomos para a famosa praia do Espelho, que apesar de linda, perdeu para Corumbau que fomos no dia seguinte
Fechamos com o pescador Titi para nos levar até lá de barco por R$ 300 o dia todo. Há a opção de ir a pé, mas é uma caminhada bem longa sob o sol, então preferimos não arriscar. No caminho ele parou no recife de Tatuaçu onde tem corais e peixinhos e depois da praia do Satu, linda, completamente deserta e com uma lagoa de água doce para se refrescar.
Chegando no espelho, vimos alguns restaurantes com boa estrutura mas com preços bem salgados. Uma refeição para 2 pessoas não sai por menos de R$ 150,00.
Almoçamos um bobó de camarão no restaurante/pousada Bendito Seja. Adoramos!
Chegamos de volta já com um fominha e comemos um pastelzinho de arraia no Boteco do Pará.

Lagoa da Praia do Satu

Restaurante da Pousada Bendito Seja


Noite: Demos uma volta pela vila e comemos um ceviche no bistrô Comida do Mundo. Apesar de gostoso, era pequeno e caro. Então fizemos um complemento com um lanche delicioso no restaurante/ cachaçaria Caraíva, um dos mais movimentados da beira do rio.


Dia 3

Dia/Tarde: fomos na praia de Corumbau, que surpreendeu pela sua beleza. É uma praia deserta bem extensa, com um braço de terra que avança o mar. Na maré baixa, você consegue andar sobre essa `ponta`, o visual é de tirar o fôlego.
Alugamos um bugue por R$ 180 , para o bugueiro nos levar de pois ir buscar. No trajeto, de aproximadamente 30 minutos, atravessa-se uma reserva indígena onde a vegetação de restinga dá um visual mais árido, o que rende belas fotos.
Chegando no rio Corumbau, é necessário atravessar de canoa (R$ 10/pessoa). Mais 10 minutos de caminhada pela praia e chega-se na área turística da praia, onde existem meia dúzia de restaurantes com suas respectivas barracas.
Sinceramente, foi uma das praias mais bonitas que conheci na vida e ainda sem ondas, o que adoro. Como chegamos cedo, era aquele piscinão azul só para nós, surreal!
Passamos o dia lá, ficamos no bangalô e comemos no restaurante Panela de Barro, uma comida caseira fresca e deliciosa, com preço bem melhor do que Caraíva.
Ficamos lá até umas 15h, quando encontramos o nosso bugue do outro lado do rio. O bugueiro João, um índio pataxó muito simpático nos levou para a zona onde os índios vivem hoje em dia, explicou como funciona a vila e mostrou até a casa dele. Engana-se quem acha que ainda existem ocas. O governo construiu casas populares que abrigam os índios remanescentes.

Caminho para a praia de Corumbau

Praia de Corumbau: calma e azul


Noite: Fomos num suposto forró que estava acontecendo no bar Pisa no Fulô, mas não houve público... baixa temporada tem dessas! Então vimos a lua cheia maravilhosa em frente ao mar e depois comemos um lanche de mignon (essas alturas já estávamos em crise de abstinência, de tanto comer peixe, rsrs) no restaurante Aquarius, bem gostoso!


Dia 4

Dia/Tarde: fizemos a tão famosa descida de boiacross pelo rio Caraíva. O horário bom de descida depende muito da maré, então nos informamos um dia antes. Pagamos R$ 50/pessoa para o Titi (o mesmo da praia do Espelho) nos levar até a prainha, lugar de onde geralmente começa o passeio. Nesse valor também estava incluso o acompanhamento de lancha durante o percurso, pois quando a correnteza não está forte, o passeio chega a durar até 4 horas. Então em alguns momentos ele amarra a corda na boia e puxa de lancha, o que também é divertido.
O passeio durou 1 hora e então fomos para a ponta da praia, onde o mar encontra o rio e ficamos lá curtindo a paisagem. Lá é a zona mais turística de Caraíva, onde há cadeiras, tendas e alguns quiosques vendendo bebida e porções. De lá fomos para a Coco Brasil, onde comemos camarão empanado.

                                                                                       Descida pelo rio de boia

Noite: fizemos um almojanta na casa do meu primo que mora lá há 10 anos. Ele é dono do restaurante Mangaba, conhecido por sua moqueca. Como o restaurante estava fechado (só abre nos meses de alta temporada), fomos honrados com a moqueca feita para nós na casa dele. Espetacular!!!

                                                                              Moqueca do restaurante Mangaba

TRANCOSO

Como chegamos: táxi
Onde ficamos: Hotel Pousada Mar à Vista.
Maravilhoso, ótimo custo X benefício, vista sensacional para o mar, localizada no famoso Quadrado.

Os preços em Trancoso são ainda mais altos que Caraíva. É um lugar elitizado, então isso se reflete em todos os serviços e produtos. Mas apesar disso, achamos que valeu muito a pena conhecer.

Dia 5

Dia/Tarde: conhecemos o território, demos uma volta no Quadrado (campo de grama, em frente à famosa igreja, com vários restaurantes em sua volta) e depois..... praia!
Tínhamos lido que a praia dos Coqueiros era mais popular e a dos Nativos mais vip. Sinceramente, como fomos em baixa temporada os dois lados da praia estavam muito parecidos. Gostamos da barraca da Silvana na praia dos Coqueiros e por lá ficamos. Comemos um ceviche delicioso.  

Vista do Mirante do Quadrado


                                      
                                                                        A quarta igreja mais antiga do Brasil

Noite:  De manhã já havíamos reservado mesa no famoso restaurante Capim Santo. O ambiente é maravilhoso e a comida divina, mas o preço também acompanha. Vale ir 1 noite para conhecer!


Talharim com ragu de linguiça 


Dia 6

Dia/Tarde: pegamos uma van de moradores (R$ 7) e fomos até Arraial D’Ajuda, num trajeto que durou cerca de 1 hora.
Apesar de dizerem que a praia de Pitinga é a mais bonita, ficamos na praia central, a Mucugê. De novo, em baixa temporada tudo fica mais calmo, sem muvuca e as praias bem limpas.
Escolhemos ficar na barraca La Plage, que tinha bangalôs confortáveis, DJ, banheiro limpo e não estava cobrando consumação. Comemos tapioca.
Subimos para o centro de mototaxi  e almoçamos no restaurante Portinha, um por kilo gostoso, na rua central, a Mucugê. Infelizmente não conhecemos a rua à noite, pois de dia a maioria dos restaurantes estavam fechados.
Passeamos pelo centro histórico e retornamos de van para Trancoso.
Ps.: a van só é recomendada se você não se importar em fazer um trajeto nada turístico. O transporte é utilizado por trabalhadores da região , vai bem cheio e fazendo várias paradas. Para nós valeu a economia, pois um taxi nos cobraria umas R$ 200 ida/volta, no mínimo.

                                       
                                                                        Vista do Mirante de Arraial D`Ajuda

Noite:  Andamos novamente pelo quadrado e comemos um lanche gourmet no conceituado restaurante Ushua. Achei caro!

Dia 7

Dia/Tarde: fomos novamente à barraca da Silvana, mas desta vez comemos o prato da casa, o peixe na Brasa. No meio da tarde, subimos a ladeira de mototaxi e curtimos a piscina do hotel.

Peixe na brasa 


Noite:  Demos novamente a voltinha no Quadrado, mas por indicação da Patricia, dona da pousada, fomos no shushi Aki, delicioso e com preço bem mais justo do que os restaurantes do circuito Quadrado. Acabamos a noite com um forró pé de serra que acontece toda sexta-feira no Café Cultura, próximo à igrejinha.

De volta para casa, ficamos com um gostinho de quero mais, com certeza essa é uma região que ficará em nossa lista para uma sessão remember no futuro.


Espero que tenha ajudado quem planeja ir para lá!

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